Céu de novembro: Leônidas, Superlua e Urano; datas para ver no Brasil
Chuva de meteoros Leônidas tem pico em 17 e 18/11 e a Superlua do Castor brilha em 25/11. Veja datas, horários e como observar cada evento do Brasil.

O céu de novembro de 2026 reúne quatro eventos que dá para acompanhar do Brasil: o fim do movimento retrógrado de Mercúrio em 13 de novembro, o pico da chuva de meteoros Leônidas na noite de 17 para 18 de novembro, e a oposição de Urano e a Superlua do Castor em 25 de novembro. O calendário foi publicado pelo Olhar Digital, com horários de referência para Brasília.
13 de novembro: Mercúrio volta a andar para a frente
O movimento retrógrado é uma ilusão de ótica: visto da Terra, Mercúrio parece andar para trás no céu durante algumas semanas, porque os dois planetas se movem em velocidades diferentes ao redor do Sol. A partir de 13 de novembro, o planeta volta ao sentido aparente normal. Não há efeito físico nenhum sobre a Terra, e o evento interessa mais a quem acompanha o céu por fotografia do que a quem observa a olho nu, já que Mercúrio fica sempre perto do Sol e é difícil de achar.
17 e 18 de novembro: pico das Leônidas
A chuva de meteoros fica ativa de 6 a 30 de novembro, mas o máximo acontece na virada de 17 para 18. O aplicativo Star Walk prevê o pico em 17 de novembro às 23h45 GMT (20h45 em Brasília) e uma taxa de até 15 meteoros por hora sob céu escuro, segundo a Star Walk.
- Radiante: constelação de Leão, que nasce tarde no Brasil;
- Lua: crescente, se põe antes do horário de maior visibilidade, o que ajuda;
- Melhor janela no Brasil: da madrugada até antes do amanhecer, quando Leão está mais alto no céu.
A Star Walk indica que as Leônidas são mais bem vistas do Hemisfério Norte. No Brasil, a taxa observada tende a ser menor que a máxima, e quem está no Norte e no Nordeste tem vantagem por ver Leão mais alto. Vale ajustar a expectativa: 15 por hora é o teto em condições ideais, longe das luzes da cidade.
Precisa de telescópio para ver meteoros?
Não, e ele até atrapalha, porque reduz o campo de visão. O ideal é deitar numa cadeira reclinável, olhar para uma área ampla do céu e dar pelo menos 20 minutos para os olhos se acostumarem ao escuro, sem olhar a tela do celular nesse intervalo.
- Escolha um lugar longe da iluminação urbana, como sítio, praia ou parque fora da cidade.
- Chegue antes da meia-noite e deixe a Lua se pôr.
- Olhe para o leste e para o alto, sem fixar o olhar em Leão.
- Leve agasalho e repelente: a observação dura horas.
25 de novembro: Superlua do Castor e Urano no melhor ponto do ano
| Evento | O que acontece | Como ver |
|---|---|---|
| Superlua do Castor | Lua cheia perto do perigeu, até 14% mais brilhante que uma cheia comum | A olho nu, de preferência no nascer, perto do horizonte |
| Oposição de Urano | Terra entre o Sol e o planeta, que fica visível a noite toda | Binóculo ou telescópio; a olho nu só em céu sem poluição luminosa |
A coincidência das datas atrapalha Urano: o brilho da Superlua apaga objetos fracos no céu. Quem quiser tentar ver o planeta pode começar alguns dias antes, quando a Lua ainda não está cheia, porque a posição de Urano muda muito pouco de uma noite para outra.

Marcos espaciais do mês que não se veem do quintal
Novembro também tem eventos que só aparecem nas notícias: a sonda Hera chega ao sistema de asteroides Didymos e Dimorphos, a BepiColombo entra em órbita de Mercúrio e, por volta de 15 de novembro, a Voyager 1 alcança a distância de um dia-luz da Terra, cerca de 25,9 bilhões de quilômetros. Em 9 de novembro, aniversário de Carl Sagan, instituições de ciência costumam fazer atividades de divulgação. Quem acompanhou as Oriônidas em outubro já sabe que a nitidez depende mais do lugar do que do equipamento.
Para acertar o horário exato na sua cidade, a dica que resolve é instalar um aplicativo de mapa do céu, como Stellarium, Star Walk ou SkySafari, e apontar o celular para o leste na madrugada de 18 de novembro.
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