NASA mantém volta à Lua em 2028: o cronograma das missões Artemis

Por Oraculum

24 de outubro de 2026

Categoria: Curiosidades

A NASA reafirmou, em 23 de outubro de 2026, que pretende levar astronautas de volta à superfície da Lua em 2028. Em entrevista coletiva no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, o administrador Jared Isaacman e a equipe do programa Artemis detalharam a Artemis 3, prevista para 2027, que vai testar em órbita da Terra os equipamentos do futuro pouso.

A missão que de fato leva gente ao solo lunar passou a ser a Artemis 4. Se o calendário for cumprido, será o primeiro pouso tripulado desde a Apollo 17, em dezembro de 1972.

 

Quando o homem vai voltar à Lua, segundo a NASA?

Resposta curta: a meta oficial é 2028, com a Artemis 4. Antes disso, em 2027, a Artemis 3 fica na órbita da Terra para testar o encaixe da cápsula Orion com os módulos de pouso da SpaceX e da Blue Origin. Qual empresa leva a tripulação ao solo ainda não foi decidido.

O cronograma atual do programa, segundo a agência, ficou assim:

MissãoQuandoO que faz
Artemis 1Novembro de 2022Voo sem tripulação ao redor da Lua
Artemis 2Abril de 2026Primeiro voo tripulado, com sobrevoo lunar em 6 de abril
Artemis 32027Testes de acoplamento em órbita baixa da Terra
Artemis 42028Primeiro pouso tripulado do programa, perto do polo sul lunar

Em fevereiro de 2026, a NASA já havia indicado que uma segunda oportunidade de pouso viria no fim de 2028 e que, a partir daí, a meta é uma missão lunar por ano.

Foguete SLS da missão Artemis 2 na plataforma de lançamento com a Lua cheia ao fundo
Foguete SLS e cápsula Orion da Artemis 2 na plataforma do Centro Espacial Kennedy, em 1º de fevereiro de 2026. Foto: Ben Smegelsky / NASA

 
 

O que a Artemis 3 vai fazer em 2027 se não vai pousar?

Vai ensaiar as manobras mais arriscadas perto de casa. De acordo com a descrição oficial da Artemis 3, a missão deve durar cerca de 14 dias e envolver três naves lançadas por três foguetes diferentes, algo que a NASA nunca tentou.

  1. A Blue Origin lança uma versão de teste do módulo Blue Moon Mark 2, que pode esperar até 30 dias em órbita.
  2. Dias depois, o foguete SLS leva a Orion com quatro astronautas, que acoplam ao Blue Moon e passam cerca de dois dias avaliando a cabine por dentro.
  3. A SpaceX lança uma versão de teste da Starship, com quem a Orion acopla por até duas horas, sem que a tripulação entre na nave.
  4. A Orion volta e pousa no Oceano Pacífico, na costa da Califórnia.

 

Quem são os astronautas da Artemis 3?

A tripulação reúne os americanos Randy Bresnik, Frank Rubio e Andre Douglas e o italiano Luca Parmitano, da Agência Espacial Europeia. Segundo o relato da coletiva publicado pelo Olhar Digital, Bresnik é o comandante, Parmitano o piloto, Douglas e Rubio os especialistas de missão, e Bob Hines ficou como reserva.

 

SpaceX ou Blue Origin: quem leva a tripulação até o solo?

Depende de qual módulo ficar pronto antes. A NASA informou que vai escolher a empresa com base na prontidão do equipamento e que as duas precisam fazer uma missão de demonstração sem tripulação antes. Os planos também mudaram: em vez de se encontrar com a Orion na órbita alongada ao redor da Lua planejada no início, cada módulo terá sua própria rota, conforme o plano de aceleração dos módulos lunares.

  • Starship: abastece em órbita da Terra com vários voos-tanque, acopla à Orion ainda perto da Terra e empurra o conjunto até a órbita baixa da Lua.
  • Blue Moon: adia a transferência de combustível em órbita e usa três estágios de transferência para chegar a uma órbita polar elíptica da Lua.

Em ambos os casos, dois astronautas descem e dois ficam na Orion. A agência prevê duas caminhadas de cerca de duas horas cada nas primeiras missões, com trajes fornecidos pela Axiom Space.

A Lua em primeiro plano e a Terra ao fundo, vistas pela cápsula Orion
A Lua e a Terra vistas por câmera da cápsula Orion durante a missão Artemis 1, em 2022. Foto: NASA

 
 

Por que a NASA cita a China?

Porque a disputa pelo retorno à Lua tem dois lados. A China planeja seu próprio pouso tripulado até 2030. Na coletiva, Isaacman comparou os históricos dos dois países e lembrou que o primeiro voo orbital tripulado chinês ocorreu há 23 anos, em 2003, quando os Estados Unidos já tinham feito seis pousos lunares tripulados, segundo o relato do Olhar Digital. Ele reconheceu que o programa chinês avançou desde então.

 

Dá para acompanhar as missões do Brasil?

Sim, pela internet. A NASA transmite coletivas e lançamentos ao vivo e deixa as gravações disponíveis, como fez com a atualização sobre a aceleração da Artemis. O cuidado é com o fuso: a Flórida fica 1 hora atrás de Brasília no horário de verão americano e 2 horas atrás depois de 1º de novembro de 2026, quando os Estados Unidos voltam ao horário padrão. Quem gosta de observar o céu pode aproveitar a espera com eventos visíveis daqui, como a chuva de meteoros Orionídeas.

A próxima data a marcar é o lançamento da Artemis 3. A NASA fala em 2027 e, no anúncio de fevereiro, citava meados do ano. O dia exato ainda não foi divulgado.

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