Segunda-feira, 2 de novembro de 2026

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Saúde

Urologista no Einstein: quando procurar um especialista?

Entenda quais doenças são tratadas pelo urologista, quando buscar atendimento especializado e como avaliar a experiência do profissional.

Médico de jaleco conversando com paciente em consultório

Precisa mesmo de um urologista, ou o clínico geral resolve? Para boa parte das queixas urinárias leves, o clínico faz a primeira avaliação. Mas existe um conjunto claro de sinais em que adiar a consulta com o especialista custa caro: sangue na urina, jato que enfraquece ano após ano, dor lombar que vai e volta, PSA alterado num exame de rotina.

E quando a escolha recai sobre um centro como o Einstein, a dúvida muda de lugar. Deixa de ser “preciso ir?” e vira “como sei se este profissional é o certo para o meu caso?”. As duas perguntas têm resposta prática, e este roteiro organiza ambas.

Em poucas palavras: procure o urologista diante de sangue na urina, alteração no jato, dor lombar recorrente, PSA alterado ou nódulo testicular. Para avaliar o especialista, verifique o registro de especialidade no conselho, a formação, a experiência com o seu problema específico e onde ele opera.

 

O urologista não é só o médico da próstata

A fama vem do exame de toque, mas a especialidade cuida de todo o aparelho urinário, em homens e mulheres, e do sistema reprodutor masculino. Rins, ureteres, bexiga, uretra, próstata e testículos estão no mesmo pacote.

Na prática, isso inclui doenças muito diferentes entre si:

  • cálculos renais, a famosa pedra no rim, que costuma voltar se a causa não for investigada;
  • aumento benigno da próstata, responsável pela maior parte das queixas de jato fraco depois dos 50;
  • tumores de próstata, rim, bexiga e testículo, a área da uro-oncologia;
  • infecções urinárias de repetição, incontinência e disfunção erétil.

Mulheres também vão ao urologista, principalmente por cálculo renal, infecção recorrente e incontinência. Muita gente não sabe disso e passa anos tratando o sintoma sem investigar a causa.

 

Antes de marcar: os sinais que pedem especialista

Alguns sintomas pedem consulta em semanas. Outros pedem pronto-socorro hoje. Saber a diferença evita tanto o susto desnecessário quanto a demora perigosa.

O que você notaPor que importaQuando agir
Sangue na urina, mesmo uma vez e sem dorPode vir de cálculo, infecção ou tumor de bexiga ou rimConsulta nas próximas semanas, sem esperar repetir
Jato fraco, levantar várias vezes à noiteSinal típico de obstrução pela próstataConsulta eletiva
Dor forte em cólica nas costas, irradiando para a virilhaQuadro clássico de cálculo descendo pelo ureterPronto-socorro se a dor não cede ou vem com febre
PSA alterado em exame de rotinaPede interpretação junto com idade, volume da próstata e históricoConsulta eletiva, sem pânico
Nódulo ou caroço no testículoTumor de testículo atinge homens jovens e tem alta chance de cura quando tratado cedoConsulta rápida
Não conseguir urinar com a bexiga cheiaRetenção urináriaUrgência

O sangue na urina é o sinal mais subestimado da lista. Ele costuma sumir sozinho em poucos dias, e a pessoa conclui que passou. Sumir não significa que a causa foi embora.

Corredor de hospital iluminado com profissionais de jaleco branco
Em centros de grande porte, o urologista costuma trabalhar integrado a radiologia, oncologia e centro cirúrgico. Foto: Oles Kanebckuu / Pexels

 

E o exame de próstata, a partir de que idade?

Aqui não existe consenso, e é melhor saber disso antes da consulta. O Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer não recomendam o rastreamento populacional de homens sem sintomas, porque o benefício não supera os riscos de diagnóstico e tratamento em excesso. A Sociedade Brasileira de Urologia orienta conversar sobre o exame a partir dos 50 anos, ou dos 45 para quem tem pai ou irmão com a doença ou é negro.

A saída sensata é a decisão compartilhada: o médico explica o que um PSA alterado pode desencadear (repetição do exame, ressonância, eventualmente biópsia) e você decide sabendo onde está entrando.

 

Como saber se o especialista tem a experiência que você precisa

Diploma de médico todo mundo tem. O que separa os perfis é o que vem depois.

 

Registro de especialista no conselho

O título de urologista aparece como RQE (Registro de Qualificação de Especialista) no cadastro do médico. Dá para checar o nome na busca do Conselho Federal de Medicina em menos de um minuto. O título concedido pela Sociedade Brasileira de Urologia (sigla TiSBU) é outro indicador.

 

Formação e onde ela aconteceu

Residência em centros de grande volume expõe o médico a casos complexos desde cedo. No caso do Dr. Leonardo Borges, a graduação, as residências em cirurgia geral e em urologia e o doutorado foram todos feitos na Faculdade de Medicina da USP, o que dá uma ideia do tipo de casuística que formou o profissional.

 

Experiência com o seu problema, não com urologia em geral

Um urologista excelente em cálculo pode operar pouco câncer de rim, e vice-versa. Pergunte quantos procedimentos daquele tipo ele faz por ano. Para quem já tem diagnóstico de tumor, faz sentido buscar um urologista especializado em câncer de próstata ou em uro-oncologia, e não apenas o primeiro horário disponível.

 

Domínio de técnica, comprovado por quem ensina

Na cirurgia robótica, existe um papel específico chamado proctor: o cirurgião experiente que supervisiona colegas em formação na plataforma. Quem ocupa essa função passou por uma curva de aprendizado longa. Leonardo Borges é proctor de cirurgia robótica no Einstein e coordena a pós-graduação em cirurgia robótica urológica do hospital, o que o coloca do lado de quem forma outros cirurgiões, e não só de quem opera.

Se a sua indicação é cirúrgica, vale procurar um especialista em cirurgia robótica e perguntar com franqueza se a via robótica traz benefício real no seu caso ou se outra técnica serve igual.

 

Na consulta: perguntas que separam o bom atendimento do apressado

Leve exames anteriores, a lista de remédios em uso (anticoagulantes mudam muita coisa em urologia) e anote há quanto tempo os sintomas começaram. Depois, pergunte:

  1. Quais são as hipóteses para o que eu sinto, e o que cada exame vai esclarecer?
  2. Existe a opção de acompanhar antes de tratar?
  3. Se precisar de cirurgia, quais técnicas existem e por que o senhor indica esta?
  4. Quais são os efeitos colaterais mais comuns, em números da sua própria prática?
  5. Em qual hospital o procedimento seria feito, e quem acompanha a internação?

Um médico seguro responde sem desconforto, inclusive quando a resposta é “nesse caso, não opere”. Desconfie de quem vende cirurgia antes de terminar a investigação.

Médico e paciente revisando documentos de exames durante consulta
Levar os exames anteriores organizados encurta a consulta e evita repetir pedidos. Foto: Silverkblack / Pexels

 

Antes de ir, uma checagem rápida de informação ajuda: muito do que circula sobre próstata nas redes é falso, e o artigo sobre sinais de fake news de saúde ensina a filtrar.

 

Por que o lugar onde o médico atende também entra na conta

A cirurgia urológica moderna depende de estrutura: robô, laser de hólmio, tomografia de alta resolução, patologia ágil, UTI de retaguarda. Um hospital como o Israelita Albert Einstein concentra tudo isso, o que reduz a chance de o plano mudar no meio do caminho por falta de equipamento.

Na prática, procurar um urologista no Hospital Albert Einstein significa ter consulta, exames e eventual cirurgia no mesmo ecossistema. O consultório de Leonardo Borges fica no próprio hospital, na unidade Morumbi, com atendimento também na unidade Perdizes, em São Paulo.

Quem mora fora da capital pode concentrar a investigação numa única viagem, chegando com exames básicos já feitos na cidade de origem. Antes de marcar, conheça o espaço e a logística de atendimento urológico no Einstein, como endereço, andar e canais de agendamento.

 

Depois da primeira consulta, o que fazer com o que ouviu

Peça o plano por escrito ou anote ali mesmo: diagnóstico provável, exames pedidos, prazo para retorno. Diagnóstico de câncer ou indicação de cirurgia justifica uma segunda opinião, e nenhum bom profissional se ofende com isso.

Sociedades médicas também dizem algo sobre o profissional. Leonardo Borges é membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia e integra as associações americana e europeia da especialidade, vínculos que exigem atualização constante.

Se a primeira avaliação foi com um clínico e ele encaminhou, leve a carta de encaminhamento. Ela poupa tempo e mostra o raciocínio de quem viu você antes.

O próximo passo prático é simples: escolha um dos sinais da tabela que se aplica a você, agende a consulta e chegue com a lista de perguntas impressa. Procurar um urologista Einstein só faz diferença se você sair da sala entendendo o que tem e o que vem a seguir.

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